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Agronegócio responde por 70% das exportações do RS no segundo trimestre de 2026

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As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul alcançaram US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando 70,1% das vendas externas do Estado. O resultado representa crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de US$ 690,4 milhões.

Os dados fazem parte do Boletim Indicadores do Agronegócio do RS, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), com coordenação do pesquisador Sérgio Leusin Junior.

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Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão o complexo soja, responsável por US$ 1,5 bilhão em exportações; carnes, com US$ 771 milhões; fumo e seus produtos, com US$ 415,8 milhões; produtos florestais, com US$ 293 milhões; e cereais, farinhas e preparações, que somaram US$ 210,3 milhões.

Soja lidera crescimento

O complexo soja apresentou alta de 47,6% nas exportações em comparação com o segundo trimestre de 2025, o equivalente a US$ 472,4 milhões adicionais. As vendas de soja em grão cresceram 55,3%, enquanto o farelo avançou 33,7% e o óleo de soja, 45,9%.

Segundo o levantamento, o desempenho está relacionado ao aumento da produção da safra de 2026, que cresceu 34,4% em relação ao ano anterior.

O setor de carnes também apresentou crescimento. As exportações chegaram a US$ 771 milhões, alta de 24,7%, ou US$ 152,7 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Houve aumento nas vendas de carne de frango, bovina, suína e de peru, com destaque para esta última, que teve crescimento de 322,8%.

Já o segmento de cereais, farinhas e preparações registrou alta de 70,8%, alcançando US$ 210,3 milhões. As exportações de milho cresceram US$ 84,2 milhões, enquanto as vendas de arroz aumentaram 14,8%, com acréscimo de US$ 13,6 milhões.

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Fumo e biocombustíveis registram queda

Apesar do resultado positivo do agronegócio, alguns setores tiveram redução nas vendas externas. O segmento de fumo e seus produtos exportou US$ 415,8 milhões, queda de 23,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

As exportações de fumo não manufaturado recuaram 24,8%. Também houve forte retração nos biocombustíveis, com queda de 99,6%, relacionada à interrupção das vendas de biodiesel para a União Europeia e o Paraguai.

No setor de máquinas e implementos agrícolas, a redução foi de 9,9%. As vendas de tratores agrícolas caíram 12,1%, enquanto as de pulverizadores recuaram 26,6%.

China é principal destino

A China foi o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho entre abril e junho, concentrando 26,5% do valor vendido ao exterior. Na sequência aparecem a União Europeia, com 13,5%; Estados Unidos, com 5%; Vietnã, com 4,5%; e Índia, com 4%.

Somados, os cinco principais mercados responderam por 53,5% das exportações do setor no período.

As vendas para a China cresceram US$ 263,2 milhões na comparação anual, alta de 35,4%, impulsionadas principalmente pela soja em grão e pelas carnes de frango e bovina.

Também houve aumento nas exportações para a Índia, de US$ 92,2 milhões, concentrado no óleo de soja, e para a Coreia do Sul, com crescimento de US$ 89,3 milhões, principalmente em razão das vendas de farelo de soja.

Emprego formal tem saldo negativo no trimestre

No mercado de trabalho, o agronegócio gaúcho registrou saldo negativo de 9.665 empregos formais no segundo trimestre de 2026. Foram 56.455 admissões e 66.120 desligamentos.

O desempenho é atribuído, principalmente, ao comportamento sazonal do setor após o encerramento da colheita das culturas de verão. No mesmo período de 2025, o agronegócio havia registrado saldo negativo de 7.004 postos.

Apesar do resultado trimestral, o primeiro semestre terminou com saldo positivo. Entre janeiro e junho, foram 152.972 admissões e 139.469 desligamentos, resultando na criação de 13.503 postos formais.

Ao final de junho, o agronegócio contava com 406.882 vínculos formais ativos no Rio Grande do Sul.

Primeiro semestre soma US$ 7 bilhões em exportações

Entre janeiro e junho de 2026, as exportações do agronegócio gaúcho chegaram a US$ 7 bilhões, correspondendo a 71% das vendas externas do Estado.

O valor representa crescimento de 8,8% em relação ao primeiro semestre de 2025, com aumento de US$ 566 milhões.

No conjunto da economia gaúcha, foram criados 40.902 postos de trabalho formais no primeiro semestre. O agronegócio, sozinho, respondeu por 13.503 dessas novas vagas.

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