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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na sede da Invest RS, em São Paulo, para discutir projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento econômico gaúcho.
A pauta incluiu investimentos em infraestrutura, atração de empreendimentos e medidas para ampliar a competitividade do Estado.
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Entre os principais assuntos esteve o projeto da empresa CMPC para construir uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com investimento estimado em R$ 27 bilhões. O empreendimento depende do avanço das tratativas relacionadas ao componente indígena do licenciamento ambiental.
O governo estadual acompanha o processo, que exige manifestação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) possa emitir a licença prévia.
A proposta também prevê a construção de um terminal próprio no Porto do Rio Grande, destinado a apoiar o transporte da produção. A fábrica terá capacidade projetada de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Estado avança na estruturação de zona de exportação digital
Outro tema discutido foi a criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Serviços e Infraestrutura Digitais do Rio Grande do Sul. O termo de referência para a seleção pública de uma empresa privada responsável por apoiar a estruturação do projeto foi publicado na quinta-feira (15) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A iniciativa busca atrair investimentos em data centers, computação em nuvem, processamento de dados, inteligência artificial e outros serviços digitais destinados à exportação.
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O modelo prevê que os recursos necessários à implantação e à operação sejam privados, sem aporte financeiro direto do Estado. Após a seleção da empresa, a proposta de criação da ZPE ainda deverá passar pela análise das instâncias federais competentes.
Projeto de gás natural pode receber R$ 1 bilhão
A ampliação da oferta de gás natural no Rio Grande do Sul também integrou a pauta. O governo estadual desenvolve, em parceria com a EDGE, empresa do grupo Compass, estudos para a implantação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) no Porto do Rio Grande.
Um memorando de entendimento assinado em setembro prevê o aprofundamento das análises sobre o empreendimento, que poderá criar uma nova rota de abastecimento para o Estado.
O projeto tem potencial para atrair até R$ 1 bilhão em investimentos. Entre os objetivos estão diversificar as fontes de suprimento, reforçar a segurança energética e aumentar a competitividade da indústria gaúcha, favorecendo a instalação de novos empreendimentos.
Dívida com a União e investimentos em irrigação
A reunião também tratou da possibilidade de ampliar o prazo de suspensão dos pagamentos da dívida do Rio Grande do Sul com a União, medida relacionada à criação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
A intenção é viabilizar recursos em larga escala para projetos de irrigação, fortalecendo a produção agropecuária e ampliando a capacidade do setor de enfrentar períodos de estiagem.
Os temas discutidos fazem parte da agenda do governo estadual para estimular investimentos, melhorar a infraestrutura e criar condições para o crescimento econômico do Rio Grande do Sul.







