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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) prestou acolhimento e orientações aos familiares de Arnildo Klumb, de 56 anos, e Davi Klug Klumb, de 17, mortos a tiros em um duplo homicídio no interior de Chuvisca.
O atendimento foi realizado nesta sexta-feira (16), na Promotoria de Justiça de Camaquã, pelo promotor de Justiça Lucas Codeceira, que acompanha os desdobramentos do caso.
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O crime, ocorrido em 9 de outubro, é investigado pela Polícia Civil como possível vicaricídio, modalidade de violência em que uma mulher é atingida emocionalmente por meio de agressões ou da morte de pessoas próximas a ela. As vítimas eram, respectivamente, o pai e o irmão da ex-companheira do homem investigado pelos assassinatos.
Durante o atendimento, o MPRS ofereceu escuta qualificada, orientações sobre direitos, informações sobre o andamento da investigação e acompanhamento processual. Também foram realizados encaminhamentos para apoio psicológico. O Ministério Público ainda se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão do investigado.
Segundo o promotor Lucas Codeceira, a atuação busca garantir assistência contínua aos familiares, com acolhimento, acesso à informação e acompanhamento durante a investigação. O trabalho integra a política institucional do MPRS de proteção e atendimento a vítimas de crimes e a seus familiares.
Ex-companheira relata novas ameaças
Além da perda do pai e do irmão, a jovem de 22 anos, ex-companheira do investigado, continua recebendo ameaças e deverá solicitar medidas protetivas contra o homem e familiares dele. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo escritório Mikaela Schuch, responsável pela defesa da mulher.
Na ocasião, a defesa informou que a jovem prestaria depoimento na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã e que também buscaria medidas de proteção à testemunha. Conforme a nota, ela e familiares precisaram deixar a residência em razão das ameaças recebidas.
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O escritório também relatou que o investigado foi abordado pela Brigada Militar quando se deslocava para o local de trabalho da ex-companheira, que atuava como empregada doméstica.
A defesa considera necessária, ainda, a apuração de uma possível participação de outras pessoas no crime, diante da logística de deslocamento envolvida na ocorrência. Até o momento, porém, não há confirmação de envolvimento de terceiros.
Como ocorreu o duplo homicídio
Os assassinatos aconteceram na manhã de sexta-feira, 9 de outubro, por volta das 6h, em uma residência na zona rural de Chuvisca. Arnildo e Davi foram encontrados mortos dentro do imóvel, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
Conforme as informações divulgadas sobre a investigação, o próprio suspeito teria acionado a Brigada Militar pelo telefone 190 e relatado que havia matado o ex-sogro e o ex-cunhado. Ele foi localizado pouco depois e preso em flagrante.
Com o homem, foram encontrados objetos pertencentes às vítimas, incluindo um aparelho celular, além de uma munição intacta de calibre 38. Durante a apuração, ele teria relatado que utilizou o veículo de uma das vítimas para deixar o local e depois o abandonou na residência de um familiar. Uma espingarda e um projétil deflagrado também foram apreendidos.
A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida autorizada pela Justiça após manifestação favorável do Ministério Público.
Investigação apura possível vicaricídio
A principal linha de investigação considera a hipótese de que os homicídios tenham sido cometidos para provocar sofrimento emocional à ex-companheira do suspeito. Segundo as informações divulgadas, o homem não aceitava o fim do relacionamento e teria feito ameaças à jovem antes do crime.
O vicaricídio foi tipificado pela Lei nº 15.384, de 9 de abril de 2026, com previsão de pena de 20 a 40 anos de prisão e classificação como crime hediondo. O enquadramento definitivo do caso dependerá da conclusão das investigações e da análise das provas pelas autoridades competentes.
A Delegacia de Polícia de Camaquã segue responsável pela apuração. Novos detalhes estão sendo preservados para não comprometer as diligências nem a privacidade dos familiares das vítimas.







