Abertura de pequenos negócios bate recorde no Brasil nos dois primeiros meses do ano
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O Brasil registrou um novo recorde na abertura de pequenos negócios no primeiro bimestre deste ano. De acordo com dados da Receita Federal, compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 1,033 milhão de empresas foram formalizadas entre janeiro e fevereiro, considerando microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.
O número representa um crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2025, que até então detinha o maior volume já registrado para os dois primeiros meses do ano. Segundo o levantamento, os pequenos negócios corresponderam a 97,3% de todas as novas pessoas jurídicas abertas no país no período.
MEI lidera formalizações
Entre os novos registros, a categoria de microempreendedor individual (MEI) segue predominando, concentrando 79,5% das formalizações. Na sequência aparecem as microempresas, com 17%, e as empresas de pequeno porte, que representam 3,5%.
Criado para formalizar trabalhadores autônomos, o MEI é destinado a empreendedores com faturamento anual de até R$ 81 mil e possibilidade de contratação de apenas um funcionário. Já as microempresas podem faturar até R$ 360 mil por ano, enquanto as empresas de pequeno porte alcançam até R$ 4,8 milhões anuais, além de empregarem um número maior de trabalhadores.
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Dados do Sebrae referentes a 2025 apontam que micro e pequenas empresas foram responsáveis por mais de 80% do saldo de empregos gerados no país, reforçando o papel do setor na economia brasileira.
Setor de serviços concentra novos negócios
A maior parte dos microempreendedores atua no setor de serviços, que representou 65% dos novos pequenos negócios abertos em fevereiro. O comércio aparece em segundo lugar, com 19,6%, seguido pela indústria (7,6%) e pela construção civil (6,8%).
Entre as atividades mais comuns registradas pelos MEIs estão serviços de malote e entrega, transporte rodoviário de carga e publicidade. Já entre micro e pequenas empresas, destacaram-se a abertura de clínicas e serviços de atenção ambulatorial realizados por médicos e odontólogos, além de serviços administrativos e atividades ligadas à área da saúde.
O levantamento reforça a tendência de crescimento do empreendedorismo no país, impulsionado principalmente pela formalização de trabalhadores autônomos e pela expansão do setor de serviços.

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