Vigilância Sanitária orienta consumidores sobre cuidados na compra e consumo de pescados na Semana Santa

Vigilância Sanitária orienta consumidores sobre cuidados na compra e consumo de pescados na Semana Santa

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Com o aumento do consumo de peixes e frutos do mar durante a Semana Santa, a Vigilância Sanitária reforça orientações aos consumidores para garantir a segurança alimentar e evitar casos de intoxicação. Cuidados simples na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos podem reduzir riscos e assegurar uma celebração mais saudável.

Como identificar pescado fresco

A atenção deve começar já no momento da compra. Por serem alimentos altamente perecíveis, pescados podem se deteriorar rapidamente quando não são mantidos em condições adequadas de conservação.

A nutricionista Jussara Salgado explica que existem características claras que indicam se o peixe está próprio para o consumo. O alimento deve apresentar:

  • carne firme;
  • escamas brilhantes e bem aderidas à pele;
  • olhos salientes e brilhantes;
  • guelras avermelhadas;
  • cheiro suave, característico do pescado fresco.

Produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados devem ser evitados. O pescado fresco precisa estar armazenado sobre uma camada de gelo, sem contato direto com a água e protegido por plástico apropriado. Já os congelados devem estar bem acondicionados, sem sinais de descongelamento, como embalagens úmidas ou amolecidas.

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Armazenamento e preparo seguros

Após a compra, a recomendação é armazenar o alimento o mais rápido possível. Em casa, o peixe deve ser limpo, com retirada de vísceras, escamas e resíduos, e guardado em recipiente fechado dentro da geladeira.

O consumo de pescado cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser conservado por até três dias, desde que mantido sob refrigeração adequada.

Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples que ajudam a prevenir contaminações.

Riscos de intoxicação e cuidados extras

A ingestão de pescado contaminado pode provocar intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos e diarreia, podendo evoluir para quadros mais graves que exigem atendimento médico. O pescado é rico em proteínas, mas também bastante sensível, favorecendo a proliferação de bactérias quando manipulado de forma inadequada.

Entre as orientações adicionais, está o planejamento das compras para que o preparo ocorra próximo ao momento do consumo. Pratos frios devem permanecer refrigerados até serem servidos. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser realizado sempre sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente.

A Vigilância Sanitária também destaca a importância da participação dos consumidores na prevenção de riscos, orientando que irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, sejam comunicadas aos órgãos municipais responsáveis.

Autor

  • agencia-brasil

    Agência pública de notícias da EBC. Informações sobre política, economia, educação, direitos humanos e outros assuntos.

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