Prefeito de Camaquã garante assistência a famílias após interdição de casas na Vila da Pacheca
Compartilhe esta notícia:
O prefeito de Abner Dillmann afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1), que nenhuma família ficará desassistida após a interdição de imóveis na Rua da Barca, localizada na Vila da Pacheca, em Camaquã.
A medida foi adotada com base em laudo técnico da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, que apontou risco iminente à vida dos moradores devido à instabilidade do terreno às margens do Rio Camaquã.
Segundo o prefeito, a decisão tem caráter preventivo e busca evitar tragédias. “Nós não vamos nos omitir colocando a vida de camaquenses em risco. O que a gente não pode é deixar que a tragédia aconteça para depois tomarmos atitude”, declarou.
Segurança preventiva motivou interdição
A ação ocorreu após vistoria técnica realizada em fevereiro deste ano, que identificou alto risco de desmoronamento em 25 imóveis situados em Área de Preservação Permanente (APP). O relatório apontou que a erosão das margens do rio, a ausência de vegetação ciliar e a elevação do lençol freático comprometem a estabilidade do solo.
📲 Participe do nosso grupo no WhatsApp
Do total de imóveis interditados, apenas parte é ocupada por moradores permanentes. Durante a operação, equipes municipais notificaram as famílias e realizaram levantamento social para encaminhamento de apoio.
De acordo com a prefeitura, a medida não configura despejo. Os moradores foram orientados a deixar a área de forma segura, com acompanhamento da assistência social e oferta de acolhimento provisório quando necessário.
Prefeito reforça compromisso com moradores
No pronunciamento, Abner Dillmann destacou que a prioridade da gestão é preservar vidas, mesmo diante de críticas. “Prefiro ser criticado por falar a verdade e preservar vidas do que ser culpado por uma tragédia”, afirmou.
O prefeito também comparou a situação ao cenário das enchentes registradas em 2024 no Vale do Taquari, ressaltando que muitas famílias acreditavam estar em locais seguros antes dos desastres. Segundo ele, ignorar o laudo técnico seria uma atitude irresponsável do poder público.
“Quero reforçar: nenhuma família foi despejada. O que fizemos foi não nos omitir de passar informação verdadeira”, disse.
Assistência imediata e busca por solução definitiva
A prefeitura informou que está oferecendo alternativas provisórias às famílias afetadas, incluindo apoio para mudança, intermediação com familiares e acolhimento emergencial. Paralelamente, o município articula junto ao governo estadual a busca por uma solução habitacional permanente.
A intenção, conforme o prefeito, é garantir que os moradores possam permanecer na Vila da Pacheca, porém em áreas seguras e fora da zona de risco delimitada pela Defesa Civil.
Além das medidas sociais, o município também deverá adotar ações ambientais, como a recomposição da vegetação ciliar e a regularização do uso da área às margens do rio.
Ao encerrar a mensagem, o prefeito pediu compreensão da comunidade e afirmou que a administração seguirá acompanhando as famílias até que uma solução definitiva seja construída.













Publicar comentário