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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

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O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte desempenho nesta segunda-feira (13), com o dólar fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos e a bolsa de valores alcançando um novo recorde histórico.

A melhora no cenário ocorreu mesmo diante de tensões no Oriente Médio, como o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos. O movimento positivo ganhou força após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo com o Irã, o que reduziu a aversão ao risco nos mercados globais.

Dólar recua e atinge menor valor desde 2024

O dólar comercial à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,997, com queda de 0,29%. Ao longo da sessão, a moeda chegou a atingir R$ 4,98, registrando o menor patamar desde março de 2024.

No acumulado do mês, a divisa apresenta desvalorização de 3,51%, enquanto, no ano de 2026, a queda já chega a 8,96%. O recuo acompanhou o movimento internacional, refletido também na baixa do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes.

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O euro também apresentou leve queda, sendo cotado a R$ 5,876, no menor nível desde junho de 2024.

Ibovespa bate recorde com apoio de commodities

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 198 mil pontos. Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar os 198.100 pontos.

O desempenho foi impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de capital estrangeiro. No mês, o índice acumula alta de 5,62%, enquanto no ano o avanço chega a 22,89%.

Mercados globais reagem a sinais de distensão

O cenário positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas norte-americanas. O índice Dow Jones subiu 0,63%, enquanto o S&P 500 avançou 1,02% e o Nasdaq teve alta de 1,23%, refletindo a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

A redução das tensões geopolíticas contribuiu para melhorar o apetite por risco entre investidores, favorecendo mercados emergentes como o brasileiro.

Petróleo sobe, mas desacelera após declarações

Os preços do petróleo registraram alta ao longo do dia, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos. O barril do tipo Brent fechou em US$ 99,36, com alta de 4,36%, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, encerrou a US$ 99,08, avanço de 2,6%.

Durante a maior parte da sessão, as cotações chegaram a superar os US$ 100, mas perderam força após as sinalizações de possível negociação. Ainda assim, a volatilidade permanece elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o abastecimento global de petróleo.

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  • agencia-brasil

    Agência pública de notícias da EBC. Informações sobre política, economia, educação, direitos humanos e outros assuntos.

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