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O Movimento Negro de Camaquã realizou uma ação de conscientização sobre bullying e empatia na Escola Dr. Carvalho Bastos, na manhã desta quarta-feira (20). A atividade reuniu alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e foi marcada por momentos de emoção, reflexão e acolhimento.
Durante as dinâmicas, os estudantes participaram de atividades que incentivaram o diálogo sobre respeito, convivência e as consequências das palavras e atitudes dentro do ambiente escolar.
Segundo os organizadores, a proposta foi fazer os jovens refletirem sobre como o bullying pode deixar marcas profundas e afetar diretamente a saúde emocional das vítimas.
Ao longo da manhã, os alunos foram estimulados a compartilhar sentimentos, expor frustrações, trabalhar o perdão e compreender a importância da empatia nas relações do dia a dia.
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De acordo com o Movimento Negro de Camaquã, o encontro também buscou despertar nos estudantes uma reflexão sobre o tipo de sociedade que está sendo construída a partir das atitudes dentro da escola.
Um dos momentos mais simbólicos da atividade foi a apresentação da história da boneca Abayomi, tradicional símbolo de resistência, ancestralidade e afeto na cultura afro-brasileira.
As integrantes do movimento confeccionaram artesanalmente 150 bonecas, que foram entregues aos estudantes durante a ação. O projeto foi custeado pelas próprias participantes do grupo.
Além do caráter cultural, a iniciativa também trouxe uma forte mensagem de acolhimento e valorização da identidade.
Outro momento que emocionou os alunos foi a apresentação da história de Lucas, um menino fictício que sofreu bullying constante dentro do ambiente escolar.
Segundo a narrativa apresentada aos estudantes, Lucas passou a se isolar gradualmente, perdendo a alegria e a vontade de viver diante das agressões silenciosas, apelidos e humilhações constantes.
A atividade culminou em uma reflexão sobre o impacto que palavras e atitudes podem causar na vida de uma pessoa.

Conforme destacado durante a ação, brincadeiras ofensivas e situações de exclusão não devem ser normalizadas dentro das escolas ou em qualquer ambiente social.
“O Movimento Negro de Camaquã planta, nesta manhã, mais uma sementinha de transformação, tocando corações, levando adolescentes às lágrimas e despertando consciência, empatia e humanidade”, destacou o grupo em mensagem divulgada após a atividade.
A ação reforçou a importância de debates sobre saúde emocional, respeito às diferenças e combate ao bullying dentro das instituições de ensino, especialmente entre crianças e adolescentes.







