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Economia brasileira cresce em abril mesmo com juros altos e pressão externa

Economia brasileira cresce em abril mesmo com juros altos e pressão externa

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A economia brasileira apresentou crescimento de 0,1% em abril na comparação com março, mesmo em um cenário marcado por juros elevados e instabilidade no mercado internacional de petróleo. Os dados são do Monitor do PIB, estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Na comparação com abril de 2025, a atividade econômica avançou 1,8%. Já no trimestre móvel encerrado em abril, que compreende os meses de fevereiro, março e abril, o crescimento foi de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão estimada foi de 2%.

O levantamento reúne informações dos setores da indústria, comércio, serviços e agropecuária e serve como um indicador preliminar do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção de bens e serviços no país.

Economia mostra resistência

Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o resultado demonstra que a economia manteve estabilidade diante de desafios internos e externos.

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De acordo com a economista, a maior parte dos setores apresentou desempenho positivo, evidenciando resiliência mesmo em um contexto de juros elevados e de aumento no preço do petróleo, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.

Consumo das famílias e exportações impulsionam resultado

Entre os componentes analisados pelo Monitor do PIB, o consumo das famílias registrou crescimento de 2,6% no trimestre móvel encerrado em abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado representa o maior avanço desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2025.

As exportações também tiveram destaque, com alta de 9,3%. Segundo a FGV, cerca de 60% desse desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações da indústria extrativa, que avançaram 27,8% no período.

Outro indicador que apresentou melhora foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos realizados na economia, como aquisição de máquinas, equipamentos e obras de infraestrutura. O índice cresceu 0,7%, interrompendo uma sequência de quatro trimestres móveis consecutivos de queda.

Juros elevados e impacto do petróleo

Durante praticamente todo o mês de abril, a taxa básica de juros (Selic) permaneceu em 14,75% ao ano. O patamar elevado faz parte da estratégia do Banco Central para controlar a inflação, reduzindo o ritmo de consumo e ajudando a conter a alta dos preços.

Ao mesmo tempo, os conflitos no Oriente Médio provocaram aumento no preço internacional do petróleo, refletindo diretamente nos custos dos combustíveis e pressionando a inflação em diversos países.

Resultado oficial será divulgado pelo IBGE

O Monitor do PIB é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho da economia brasileira antes da divulgação dos dados oficiais.

Outro termômetro da atividade econômica é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou crescimento de 0,5% entre março e abril.

O resultado oficial do Produto Interno Bruto é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira registrou expansão de 1,1%.

A próxima divulgação está prevista para o dia 1º de setembro, quando serão apresentados os dados referentes ao segundo trimestre do ano.

Autor

  • agencia-brasil

    Agência pública de notícias da EBC. Informações sobre política, economia, educação, direitos humanos e outros assuntos.

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