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O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, marcado para esta sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo, contará com uma iniciativa de checagem de informações em tempo real. Jornalistas, pesquisadores e entidades ligadas à comunicação vão analisar declarações dos candidatos durante o confronto, com o objetivo de oferecer ao público dados e contextualizações.
A mobilização ocorre após críticas ao debate promovido pela Band no último domingo (18). Segundo o levantamento do Sul 360 utilizando quatro agências de checagem, os dois candidatos somaram mais de 40 falas falsas, insustentáveis ou imprecisas durante o embate.
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Entre as falas do senador, quatro foram classificadas como verdadeiras ou procedentes, 18 como falsas ou insustentáveis e 14 como enganosas, exageradas ou apresentadas sem o contexto necessário.
Já entre as declarações do presidente, 19 foram consideradas verdadeiras, cinco falsas ou insustentáveis e seis enganosas, exageradas ou imprecisas.
Checagem será transmitida pelo YouTube
A iniciativa de verificação durante o debate desta sexta-feira reúne a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a AletheiaFact.org.
Também participam a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), a Socicom, a COAR Notícias e o Coletivo Bereia.
Segundo os organizadores, profissionais e instituições parceiras atuarão em uma sala virtual para analisar as afirmações feitas pelos candidatos durante a transmissão. As checagens serão exibidas nos canais da Fenaj e da RNCD no YouTube.
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O público poderá acompanhar o trabalho pelo canal da Fenaj e pelo canal da RNCD.
A proposta é complementar o trabalho das agências especializadas e ampliar o acesso a informações verificadas durante a campanha eleitoral.
Entidades defendem informação confiável para os eleitores
A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, afirmou que a iniciativa busca contribuir para o exercício consciente do direito ao voto em um cenário de intensa circulação de conteúdos nas redes sociais.
Ana Regina Rêgo, criadora da RNCD, destacou a importância de aproximar a checagem do momento em que as declarações são feitas, permitindo que a população tenha acesso a informações confiáveis durante o debate.
Já a presidenta da Intercom, Iluska Coutinho, ressaltou o papel da comunicação e da pesquisa científica na defesa da democracia e no enfrentamento à desinformação.
Após o debate da Band, a Fenaj criticou o formato do programa e avaliou que provocações e ataques prejudicaram o esclarecimento dos eleitores. Em nota, a entidade defendeu que o jornalismo não fique subordinado à lógica do espetáculo e da audiência a qualquer preço.
A federação também afirmou que, quando perguntas ficam sem resposta e declarações falsas deixam de ser confrontadas, a população perde a oportunidade de avaliar com clareza os argumentos apresentados pelos candidatos.
Com a checagem em tempo real, os organizadores pretendem oferecer elementos adicionais para que os eleitores analisem as declarações dos presidenciáveis durante o novo confronto.







