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O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu na madrugada desta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre.
Ele estava internado em estado grave no Instituto de Cardiologia desde terça-feira (27), após uma infecção pulmonar evoluir para um quadro generalizado. A morte foi confirmada pelo Grupo RBS, empresa de comunicação na qual construiu grande parte de sua carreira.
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Com quase cinco décadas de atuação no jornalismo, Guerrinha tornou-se uma das vozes mais conhecidas do esporte no Rio Grande do Sul. Na Rádio Gaúcha, ganhou destaque pelos comentários sobre futebol e pela participação no programa Sala de Redação, onde conquistou ouvintes com seu estilo direto, carisma e frases marcantes.
A trajetória de Guerrinha no tradicional programa esportivo começou em 2004, quando foi chamado para substituir temporariamente o comentarista Kenny Braga durante o período de férias. A participação acabou se tornando permanente, consolidando seu espaço na bancada e sua identificação com o público de diferentes torcidas, especialmente colorados e gremistas.
Trajetória no jornalismo
Filho do radialista Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, Guerrinha iniciou a carreira na década de 1970, no Grupo RBS. Ao longo dos primeiros anos de profissão, também passou pelos jornais Folha da Manhã e Correio do Povo, além de atuar na cobertura de corridas de cavalos.
Na década de 1980, retornou ao Grupo RBS e trabalhou em diferentes plataformas, incluindo jornais, rádio e televisão. Como colunista e comentarista, tornou-se uma referência na cobertura e na análise do futebol gaúcho, acompanhando de perto a trajetória de Internacional e Grêmio.
Em 2014, lançou o Paredão do Guerrinha, programa de entrevistas que posteriormente também ganhou uma versão em podcast, ampliando sua presença em outros formatos de comunicação.
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Homenagem do Grupo RBS
Em nota, o Grupo RBS lamentou a morte do jornalista e destacou sua contribuição para o rádio e para as redações da empresa ao longo de décadas.
“Suas tiradas preencheram as ondas do rádio nos últimos 27 anos e as redações por quase cinco décadas. As sentenças certeiras saíam com tamanha facilidade que fazia parecer que era um homem de rádio”, afirmou o grupo.
Guerrinha deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e os netos João Vitor, Manoela e Eduarda.
Sua morte representa uma perda para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul, onde construiu uma trajetória marcada pela análise do futebol, pela personalidade inconfundível e pela proximidade com o público.







