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Oito municípios da Metade Sul do Rio Grande do Sul iniciaram, na quarta-feira (18), a elaboração de Planos Municipais de Ação Climática. A adesão ao projeto ocorreu durante reunião no gabinete do prefeito de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten, e envolve as cidades de São Lourenço do Sul, Pedro Osório, Cerrito, Arroio do Padre, Canguçu, Cristal, Arambaré e Turuçu.
A iniciativa integra o projeto “Rede Clima Municipal: Pequenas Cidades Planejando o Amanhã”, promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM), e busca estruturar estratégias locais para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Adesão formaliza início dos trabalhos
O encontro marcou a assinatura do termo de adesão ao projeto, que prevê a elaboração de planos personalizados para cada município. A proposta é identificar vulnerabilidades locais e definir ações de mitigação e adaptação às mudanças do clima, com foco na prevenção de desastres e na organização territorial.
Participaram da solenidade a assessora de Mudanças Climáticas e Relações Internacionais da ABM, Daniela Monteiro, o superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Antônio Bosko, e o coordenador-geral de Políticas de Ordenamento Territorial do Ministério da Integração e Desenvolvimento Territorial, Alexandre Bastos.
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Também estiveram presentes a promotora do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Cristina Chatkin, o representante da Defesa Civil Estadual, coronel Faccin, além de representantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), WWF Brasil e da empresa iGreen.
Municípios envolvidos
Assinaram os termos de adesão os prefeitos Zelmute Marten (São Lourenço do Sul), Ricardo Duarte (Pedro Osório), Flavinho Vieira (Cerrito) e Juliano Buchweitz (Arroio do Padre). Também participaram da formalização a vice-prefeita de São Lourenço do Sul, Fernanda Bork, o vice-prefeito de Cristal, Nei Krüger, a vice-prefeita de Turuçu, Arlete Hartwig, e o representante da Defesa Civil de Canguçu, Cesar Madrid.
Arambaré integra o grupo de municípios participantes do projeto, embora a representação não tenha sido detalhada na cerimônia.
Planejamento climático no nível local
Os Planos de Ação Climática devem orientar políticas públicas nas áreas de infraestrutura, meio ambiente, uso do solo e gestão de riscos. A expectativa é que os municípios passem a contar com instrumentos técnicos para reduzir impactos de eventos extremos, como estiagens prolongadas e chuvas intensas, recorrentes na região Sul.
Importância dos planos de ação climática
A elaboração de planos municipais de ação climática é considerada uma etapa estratégica para que governos locais enfrentem, de forma estruturada, os efeitos das mudanças do clima. Com base em diagnósticos técnicos, esses planos permitem mapear riscos, priorizar investimentos e integrar políticas públicas, reduzindo prejuízos econômicos e sociais causados por eventos extremos.
Além disso, fortalecem a capacidade de resposta das prefeituras, ampliam o acesso a financiamentos nacionais e internacionais e alinham os municípios às diretrizes globais de sustentabilidade e adaptação climática.







