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A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (DECRAB) de Camaquã, concluiu a investigação da Operação Capataz, que apurou o furto de oito cabeças de gado em uma propriedade rural na localidade de Costa do Sutil, no interior do município. O crime ocorreu em junho deste ano.
A investigação começou após o proprietário perceber a falta dos animais durante uma revisão do rebanho. Inicialmente, não havia sinais de abate clandestino, indícios sobre como os bovinos haviam sido retirados da propriedade ou suspeitas sobre a autoria do furto.
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Conforme a Polícia Civil, a vítima estava afastada da propriedade havia vários dias em razão de um acidente, o que dificultou o acompanhamento da movimentação do rebanho. Após procurar a delegacia, foi orientada a registrar formalmente a ocorrência para possibilitar o início das diligências.
Investigação identificou tentativa de ocultar o furto
No decorrer das apurações, os policiais descobriram que os oito animais haviam sido retirados de uma invernada próxima à sede da propriedade e substituídos por bovinos de outra área, mais distante. Segundo a investigação, a estratégia teria sido utilizada para ocultar a subtração e retardar a descoberta do crime.
As suspeitas se concentraram em um ex-funcionário que havia ficado responsável pela administração da propriedade por menos de dois meses. Informações indicavam que ele estaria comercializando animais pertencentes ao proprietário.
A investigação comprovou que uma vaca foi vendida a um morador da região por meio de um perfil falso em aplicativo de mensagens. O investigado teria se passado por outro produtor rural que já não residia na localidade.
O animal foi recuperado e devolvido ao proprietário, mas o comprador sofreu prejuízo financeiro, pois já havia efetuado o pagamento pela aquisição.
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Investigado admitiu negociação de animais
Com o avanço das diligências, a autoridade policial representou pela expedição de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada em Arambaré.
Durante depoimento, ele admitiu ter negociado quatro vacas e indicou outro comprador, residente no município de Cristal. A Polícia Civil também reuniu comprovantes de transferências bancárias e ouviu pessoas envolvidas nas negociações.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público, mas o Poder Judiciário decidiu aplicar medidas cautelares alternativas à prisão.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário, e o investigado foi indiciado pelos crimes de furto abigeato e receptação.
A 3ª DECRAB de Camaquã destacou que o combate aos crimes rurais segue como prioridade, com ações de investigação e identificação dos responsáveis por delitos que atingem produtores e propriedades do campo.







