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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou na manhã desta segunda-feira (1º) a Operação Convergência Nacional RS 01 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). A ação contou com apoio da Polícia Penal e teve como objetivo combater a comunicação ilegal de facções criminosas dentro da unidade prisional.
A operação foi desencadeada após um trabalho de inteligência que identificou sinais ativos de aparelhos celulares associados a 16 alvos monitorados. Com base nas informações obtidas por meio de varredura eletrônica, foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão em diversas celas, incluindo áreas consideradas estratégicas da penitenciária, como o módulo de segurança máxima e pavilhões ocupados por lideranças de facções.
Investigação identificou ordens criminosas partindo do presídio
De acordo com o MPRS, o mapeamento realizado ao longo das investigações confirmou que dispositivos móveis vinham sendo utilizados por apenados para coordenar atividades criminosas fora do sistema prisional. Entre os crimes identificados estão tráfico de drogas, execuções, extorsões e movimentações financeiras ligadas às organizações criminosas.
O trabalho de inteligência utilizou tecnologia de rastreamento eletrônico para localizar sinais clandestinos de comunicação dentro da unidade. Segundo as investigações, os celulares ingressam nos presídios por diferentes meios, incluindo o uso de drones e arremessos realizados do exterior da unidade.
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Projeto Frequência Zero busca neutralizar uso de celulares nos presídios
A operação também marcou o lançamento do projeto Frequência Zero, iniciativa estadual do GAECO voltada ao combate do uso de telefones celulares por detentos. A estratégia prevê o mapeamento de sinais clandestinos, a apreensão dos aparelhos e o bloqueio definitivo dos dispositivos por meio do cancelamento do IMEI, código de identificação único de cada celular.
A iniciativa conta ainda com apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e prevê integração entre ações de inteligência, operações de campo e medidas judiciais, incluindo autorização para extração de dados armazenados em aparelhos e serviços de nuvem.
Segundo o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, o objetivo é enfraquecer o comando exercido pelas facções criminosas a partir das prisões.
“Além da nossa meta constante de descapitalizar as facções, o objetivo agora também é estabelecer um ambiente de ‘frequência zero’ dentro dos presídios, onde nenhuma comunicação ilícita consiga operar, interrompendo o comando remoto exercido por lideranças criminosas e contribuindo diretamente para a redução da criminalidade fora das unidades prisionais”, afirmou.
Operação integra mobilização nacional
A Operação Convergência Nacional RS 01 faz parte de uma ação coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), vinculado ao Ministério Público brasileiro, que realiza operações simultâneas em diversos estados com o objetivo de combater a atuação de facções criminosas em âmbito nacional.







