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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) abriu consulta pública para definir os critérios técnicos de certificação de ruído do Eve 100, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer.
A consulta ficará aberta até o dia 8 e representa mais uma etapa do processo de certificação necessário para que o veículo possa iniciar operações comerciais.
Segundo a proposta apresentada pela agência, o Eve 100 deverá emitir cerca de 15 decibéis a uma altitude de 150 metros em condições ideais de voo, nível de ruído considerado semelhante ao de um sussurro. O documento estabelece os parâmetros que serão utilizados na certificação ambiental da aeronave.
Etapa é considerada marco para a certificação
A definição das regras de ruído é considerada um avanço importante para o desenvolvimento dos chamados “carros voadores”, já que a certificação ambiental faz parte das exigências para a liberação das primeiras operações, previstas para ocorrer ainda nesta década.
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O CEO da Eve, Johann Bordais, afirmou que a publicação da proposta pela ANAC representa um marco para o projeto.
“A publicação da ANAC da proposta dos critérios de ruído é um marco importante no desenvolvimento e na certificação do Eve 100”, destacou.
Segundo Bordais, a iniciativa da agência contribui para a introdução segura das aeronaves elétricas de mobilidade urbana e favorece o alinhamento das normas brasileiras com padrões internacionais.
Interesse do mercado cresce
Mesmo ainda em fase de desenvolvimento, o Eve 100 já desperta interesse de investidores e operadores, principalmente pela proposta de utilizar propulsão elétrica, reduzindo as emissões de poluentes.
Nesta semana, a Eve anunciou a assinatura de um acordo de intenção de compra de 30 aeronaves com a empresa Moov, que pretende utilizar os eVTOLs em serviços voltados ao turismo e à mobilidade regional em Cabo Verde.
A expectativa da empresa é que, após a conclusão do processo de certificação e dos testes exigidos pelos órgãos reguladores, as primeiras operações comerciais possam começar ainda nesta década.








