Home / Política / Entidades do setor de apostas recorrem ao STF contra proibição das bets no Brasil

Entidades do setor de apostas recorrem ao STF contra proibição das bets no Brasil

apostas

Compartilhe este conteúdo

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no Brasil.

As entidades argumentam que a decisão do governo foi abrupta e teria provocado prejuízos bilionários às empresas que atuavam com base no marco regulatório aprovado em 2023. Também alegam que não teria ficado demonstrada a urgência necessária para a edição da medida provisória e pedem que a legislação anterior volte a valer até uma decisão do STF ou nova deliberação do Congresso.

📲 Confira um resumo das últimas notícias de Camaquã e região.

O pedido foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator de ações que já discutem a regulamentação das apostas no Supremo. A Advocacia-Geral da União solicitou prazo de 72 horas para se manifestar antes de eventual decisão sobre o pedido.

Governo amplia bloqueios e fiscalização

Paralelamente à disputa judicial, uma força-tarefa dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda informou ter derrubado 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas após a publicação da medida provisória.

O governo também monitora a circulação de publicidade relacionada a bets em plataformas como Google, Meta, TikTok e Telegram. Segundo o Ministério da Justiça, foram identificados 1,9 mil anúncios no Google, além de canais e grupos no Telegram que somam mais de 212 mil participantes.

O relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas também apontou ofertas de bônus, promessas de altos retornos e divulgação de supostos sistemas automatizados de apostas. As informações foram encaminhadas aos órgãos responsáveis para análise e eventual adoção de medidas.

A medida provisória tem vigência imediata, mas precisa ser analisada pelo Congresso dentro do prazo constitucional para continuar válida. Enquanto isso, empresas do setor tentam reverter a proibição no Supremo, e o governo amplia a fiscalização para impedir a migração das apostas para plataformas clandestinas.

📲 Participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp

Autor

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você não pode copiar conteúdo desta página

Ver resumo das últimas notícias da região