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O filme é incrível, espetacular, fantástico! Tivemos uma versão quase definitiva do Homem-Aranha: mais madura, solitária e forte, sem nunca perder o tom cômico e as piadinhas enquanto enfrenta uma série de vilões, em uma Nova York mais viva do que nunca.
Além disso, Tom Holland, Zendaya e Sadie Sink entregam atuações primorosas, no ponto exato do que era necessário.
Sempre saio empolgado do cinema, mas que filme, meus amigos! Temos de tudo aqui: ótimas cenas de ação, forte carga dramática (tanto do protagonista quanto do elenco principal), um bom roteiro, além de uma excelente cadência, fotografia inspirada, dinamismo de câmera, fazemos parte das sequências de “voos”
do herói pela cidade.
É, sem dúvidas, o melhor filme do herói desde Homem-Aranha 2, do Sam Raimi.
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Eu diria até que é a melhor versão tanto do Peter Parker quanto do Homem-Aranha, que finalmente tem o verdadeiro alcance dos seus poderes apresentado em tela.
São 2 horas e 24 minutos que passam sem que a gente perceba.
O roteiro consegue trabalhar de forma muito competente as consequências do final de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, de onde surgem os momentos mais emocionantes da trama.
Todavia, para não dizer que nem tudo são flores, o longa sofre com o excesso de arcos.
São muitas sub-histórias sendo contadas e nem todas são concluídas, já que, tratando-se de Marvel Studios, sempre há sementes plantadas para obras futuras.
SPOILERS
O grande gargalo dos filmes da Marvel continua sendo a incapacidade de funcionarem de forma 100% isolada. Há sempre a dependência de eventos passados ou a obrigação de pavimentar o caminho para o futuro.
E é aqui que entra o grande ponto alto, e também controverso do filme: a personagem de Sadie Sink.
FINALMENTE temos os Mutantes entre nós! Com todo o respeito a Namor, Ms. Marvel (Kamala Khan), Senhor Imortal e El Águila, aqui estamos falando de uma Mutante que o público realmente quer ver: Jean Grey.
Desde o anúncio do elenco, quando uma atriz ruiva e em ascensão foi confirmada, já era evidente que o
nome de Jean surgiria com força, impulsionado pelos rumores da chegada dos X-Men ao MCU.
No entanto, a forma como a Marvel está lidando com essa introdução é problemática.
Como fã apaixonado por quadrinhos, cujas prioridades sempre foram X-Men, Homem-Aranha e Quarteto Fantástico, se tratando de Marvel, sinto que a apresentação das equipes tem sido rasa.
Iniciar a introdução dos X-Men pela Jean Grey, sem antes estabelecer o Professor Xavier e o Magneto, carece de lógica narrativa.
Resta aguardar para ver como vão amarrar isso nos próximos capítulos.
Além disso, temos mais uma vez o Hulk sendo subutilizado.
Seu desenvolvimento foi freado de novo, parecendo que o personagem só é chamado quando o roteiro precisa de uma força bruta para causar prejuízo ao protagonista e ser descartado logo em seguida, com relativa facilidade.
Apesar dos tropeços estruturais do MCU, como a ansiedade em plantar ganchos futuros e a constante subutilização de certos personagens, Homem- Aranha: Um Novo Dia se estabelece como um marco para o herói nos cinemas.
O filme acerta no que é mais essencial: no coração da história, no amadurecimento de Peter Parker e no espetáculo visual.
É uma experiência essencial para os fãs e prova que, quando foca no desenvolvimento do seu protagonista, o Homem-Aranha tem muita força para carregar o Universo Marvel nas costas.
É um filme que todo fã de filmes de herói precisa assistir.








