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Projeto de lei prevê inclusão de consumidores rurais na cobrança de iluminação pública em Camaquã

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A Prefeitura de Camaquã encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 44/2026, que altera as regras da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP) no município.

A principal mudança prevista é a inclusão efetiva dos consumidores da zona rural na cobrança da contribuição. Atualmente, embora a classe rural esteja prevista na legislação municipal, todas as faixas de consumo possuem alíquota de 0%.

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Caso o projeto seja aprovado, a cobrança para consumidores rurais passará a ser progressiva, conforme o consumo mensal de energia elétrica, a partir de 1º de janeiro de 2027.

Como ficará a cobrança na área rural

Pela proposta, consumidores rurais com consumo mensal de até 70 kWh continuarão isentos. Nas demais faixas, as alíquotas previstas são de 3,5% para consumo entre 70 e 100 kWh, 4% entre 100 e 200 kWh, 4,5% entre 200 e 300 kWh e 5,5% para consumo entre 300 e 2.000 kWh.

Segundo a justificativa encaminhada pelo Executivo, a proposta não altera as alíquotas atualmente aplicadas às demais classes de consumidores.

Prefeitura cita expansão da rede e aumento dos custos

Na justificativa do projeto, a Prefeitura afirma que a rede de iluminação pública de Camaquã passou por expansão nos últimos anos, especialmente no interior do município.

O Executivo aponta aumento no número de pontos de iluminação e, consequentemente, maior necessidade de instalação de equipamentos, manutenção da rede e substituição de componentes.

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Também são citados como fatores de aumento das despesas os custos com energia elétrica, aquisição de lâmpadas e luminárias, manutenção de veículos e estrutura necessária para atendimento das demandas da população.

A administração municipal também menciona a atualização dos valores cobrados pela CEEE Equatorial pelo fornecimento de energia como um dos fatores que pressionam os custos do serviço.

Município pretende reforçar estrutura

Atualmente, segundo o texto encaminhado à Câmara, sete servidores atuam diretamente no setor de iluminação pública. O Executivo afirma que pretende reforçar a estrutura operacional, incluindo a previsão de aquisição de uma caminhonete equipada com cesto aéreo.

A justificativa é de que o veículo poderá aumentar a segurança dos servidores e dar maior agilidade aos trabalhos de manutenção, substituição e instalação de pontos de iluminação.

Modernização para LED

Outro ponto citado no projeto é a substituição gradual das lâmpadas de vapor de sódio por luminárias com tecnologia LED. A Prefeitura argumenta que a modernização pode melhorar a qualidade da iluminação, aumentar a eficiência energética e reduzir custos de consumo no longo prazo.

Ao mesmo tempo, o Executivo reconhece que o processo de substituição exige investimentos adicionais durante a fase de implantação.

Mudança também atinge gestão do programa

O projeto altera ainda a redação do artigo 7º da Lei nº 386, de 2002. Pela nova proposta, o Programa Municipal de Iluminação Pública será executado pela Secretaria Municipal da Infraestrutura Urbana e administrado pela Secretaria Municipal da Fazenda.

A Prefeitura sustenta que a atualização busca adequar a legislação à atual estrutura administrativa e financeira do município.

Cobrança somente em 2027

Mesmo que o projeto seja aprovado e sancionado ainda em 2026, os efeitos da nova cobrança estão previstos para começar apenas em 1º de janeiro de 2027. Segundo o Executivo, o prazo busca respeitar as regras constitucionais de anterioridade aplicáveis a tributos.

O Projeto de Lei nº 44/2026 ainda depende de análise e votação pela Câmara de Vereadores de Camaquã.

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