Home / Política / O que mudou na votação para deputado federal em Camaquã em quatro anos?

O que mudou na votação para deputado federal em Camaquã em quatro anos?

O que mudou na votação para deputado federal em Camaquã em quatro anos?

Compartilhe este conteúdo

A votação para deputado federal em Camaquã apresentou mudanças significativas entre as eleições de 2022 e 2026. O comparativo dos resultados mostra crescimento expressivo de alguns candidatos, enquanto outros tiveram redução na votação ou deixaram de disputar o cargo por concorrerem a outras funções.

Entre os deputados federais eleitos em 2026, Afonso Hamm (PP) teve o maior crescimento entre os nomes que já haviam disputado o cargo em Camaquã em 2022. Ele passou de 442 para 1.614 votos, um aumento significativo de 1.172 votos.

📲 Confira um resumo das últimas notícias de Camaquã e região.

Também tiveram crescimento expressivo Maurício Marcon (PL), que passou de 280 para 833 votos, e Bohn Gass (PT), que avançou de 284 para 774 votos.

Marcelo Moraes (PL) apresentou estabilidade, passando de 1.730 votos em 2022 para 1.762 em 2026.

Cópia de padrao-site ()
Deputados federais eleitos Afonso Hamm (PP), Maurício Marcon (PL), Bohn Gass (PT) e Marcelo Moraes (PL).

PSDB faz boas votações em Camaquã, mas não conquista vaga

Entre os candidatos que não foram eleitos, o maior crescimento na votação de Camaquã foi registrado por Daniel Trzeciak, o Daniel da TV (PSDB). O candidato passou de 4.368 votos em 2022 para 6.981 em 2026, um aumento de 2.613 votos. Em todo o Rio Grande do Sul, Daniel também teve uma votação expressiva, ultrapassando a marca de 70 mil votos.

Apesar do desempenho individual, Daniel não conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. O resultado está relacionado ao sistema proporcional, no qual as vagas são distribuídas de acordo com o desempenho dos partidos e federações, além da votação obtida pelos candidatos, e não apenas pela quantidade de votos individuais. O baixo desempenho do PSDB no Estado acabou dificultando a conquista de uma vaga pela legenda.

Em Camaquã, Daniel terminou a eleição com a segunda maior votação entre os candidatos a deputado federal, atrás apenas de Enfermeira Fábia Richter. O resultado também mostra o crescimento de sua votação no município em relação a 2022.

📲 Participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp

Cópia de padrao-site ()
Prefeito Ivo Ferreira, deputado federal Daniel Trzeciak, vice-prefeito Abner Dillmann e secretário Fabiano Ribeiro durante reunião que oficializou R$ 3,5 milhões em recursos para Camaquã em 2016.

Marcos Maranata estreia com 2 mil votos

Outro destaque do PSDB foi Marcos Maranata, que conquistou 2.009 votos em Camaquã em sua primeira candidatura a deputado federal e foi o terceiro mais votado do município. Antes de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Maranata havia concorrido a vereador nas eleições de 2016 e 2020. Em 2022, não participou da disputa eleitoral.

A votação obtida em 2026 representa um desempenho expressivo para sua estreia em uma eleição para deputado federal e demonstra força eleitoral no município. O resultado de Marcos, somado ao crescimento de Daniel Trzeciak, evidencia o desempenho do PSDB em Camaquã, onde o partido governa o município desde 2016.

marcos maranata pre candidato deputado federal
Irmão do candidato a governador Marcelo Maranata, Marcos obteve 2.009 votos em Camaquã.

Mesmo com votações relevantes no município, nenhum dos candidatos tucanos conseguiu transformar o desempenho local em uma vaga na Câmara dos Deputados. O resultado reforça a diferença entre a força eleitoral de uma legenda em determinado município e seu desempenho necessário, em âmbito estadual, para conquistar cadeiras pelo sistema proporcional. Um fator que poucas pessoas consideram quando escolhem seus candidatos.

Fábia Richter mantém liderança em Camaquã e também fica de fora

Enfermeira Fábia Richter (PSD) registrou a maior queda de votação entre os candidatos. Em 2022, ela recebeu 11.289 votos em Camaquã. Já em 2026, foram 7.537, uma redução de 3.752 votos.

Mesmo com a queda, Fábia manteve a liderança entre os candidatos a deputado federal no município, repetindo o bom desempenho eleitoral registrado quatro anos antes.

Na eleição de 2026, ela não conquistou uma cadeira diretamente, alcançando a posição de suplente.

Cópia de padrao-site ()
Ex-secretária da mulher do Rio Grande do Sul, Fábia foi a deputada federal mais votada em Camaquã.

Candidatos que mudaram de disputa

Parte das diferenças entre 2022 e 2026 está relacionada à mudança de cargo disputado por alguns nomes.

Tenente-Coronel Zucco, que havia recebido 1.216 votos para deputado federal em Camaquã em 2022, não concorreu novamente à Câmara. Em 2026, disputou o Governo do Rio Grande do Sul e foi eleito governador no primeiro turno.

Paulo Pimenta, que havia obtido 1.113 votos para deputado federal em Camaquã em 2022, também mudou de disputa. Neste ano, concorreu ao Senado pelo Rio Grande do Sul, mas não foi eleito.

Já Marcel van Hattem, que recebeu 901 votos para deputado federal em Camaquã em 2022, disputou uma vaga ao Senado em 2026 e foi eleito.

Outro nome que deixou a disputa pela Câmara foi Giovani Feltes, que havia recebido 668 votos em Camaquã em 2022. Em 2026, ele não concorreu a deputado federal e exerce o cargo de prefeito de Campo Bom.

Cópia de padrao-site ()
Marcel van Hattem, senador eleito; Paulo Pimenta, candidato ao Senado; Zucco, governador eleito; e Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom.

Cenário mudou em quatro anos

Os resultados de 2026 mostram uma mudança nas forças políticas de Camaquã. O PSDB foi o principal destaque, com forte crescimento impulsionado por Daniel Trzeciak, Marcos Maranata e Amanda Alba (1.501 votos). PP, PL e Podemos também avançaram.

Na outra ponta, PSD e Republicanos perderam espaço, influenciados principalmente pela queda de Fábia Richter e pela ausência de Zucco, que disputou o Governo do Estado pelo PL. Os partidos de esquerda também tiveram recuo, com PT, PDT e PSB registrando queda, enquanto PSOL e PCdoB apresentaram crescimento.

O cenário ainda foi afetado pela mudança de disputa de candidatos como Marcel van Hattem e Zucco, além da ausência de nomes que haviam tido votação relevante em 2022 e compartilharam seus votos entre novos e velhos nomes. Assim, a eleição de 2026 redesenhou parte das forças eleitorais do município que começará a olhar para as eleições municipais de 2028 a partir de agora.

Autor

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você não pode copiar conteúdo desta página

Ver resumo das últimas notícias da região