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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro” e apontado como dono da Entre Investimentos, recebeu recursos provenientes do crime organizado. A declaração foi dada no contexto da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.
Segundo Durigan, a Entre teria recebido recursos tanto do Banco Master quanto de pessoas e grupos investigados por ligação com atividades criminosas. O ministro afirmou que os valores teriam circulado por uma mesma estrutura financeira e sustentou que parte desse dinheiro pode ter sido utilizada em operações de lavagem de capitais e corrupção.
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As declarações se referem a uma investigação ainda em andamento. Até o momento, as informações apresentadas pelas autoridades correspondem a suspeitas e elementos sob apuração, sem condenação definitiva mencionada no material fornecido.
Empresa tem ligação com financiamento de filme sobre Bolsonaro
A Entre Investimentos aparece ainda em informações relacionadas ao financiamento de Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme os dados divulgados, o projeto recebeu recursos ligados ao Banco Master, instituição associada ao empresário Daniel Vorcaro.
Antônio Carlos Freixo Júnior também teria firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. Os termos e o conteúdo desse acordo, contudo, dependem das informações formalizadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Na semana anterior, outra frente de investigação atingiu pessoas e entidades ligadas ao filme. Na chamada Operação Make Up, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos mencionados estavam o deputado federal Mário Frias, ex-secretário da Cultura no governo Jair Bolsonaro e um dos roteiristas do filme, além da empresária Karina Gama. As medidas judiciais fazem parte de uma investigação conduzida a partir de relatórios da Controladoria-Geral da União.
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CGU apontou possíveis irregularidades em emendas
De acordo com as informações citadas na investigação, a CGU identificou possíveis irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares apresentadas por Mário Frias para duas entidades vinculadas a Karina Gama, o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.
Entre os pontos analisados está a destinação de recursos para projetos sociais e esportivos em Pirassununga, no interior de São Paulo. Segundo os achados mencionados, não teria sido comprovada de forma suficiente a execução integral das atividades previstas.
A Polícia Federal também apontou indícios de que parte desses recursos pode ter sido direcionada à produção de Dark Horse. Essa hipótese integra a investigação e ainda depende da conclusão das apurações e da análise judicial dos elementos reunidos.








