Compartilhe este conteúdo
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta terça-feira (19), um homem pela morte do agricultor Evaldo Ervin de Farias, ocorrida na noite de 8 de julho, na localidade de Bonito, no 4º Distrito de Camaquã.
A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Lucas Codeceira e atribui ao investigado os crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, furto e furto mediante fraude.
📲 Confira um resumo das últimas notícias de Camaquã e região.
Segundo o MPRS, o homem teria ido até a residência do agricultor para cobrar valores que considerava devidos. Conforme a denúncia, durante a discussão, ele teria agredido a vítima com múltiplos golpes de um instrumento cortocontundente na região da cabeça e do rosto. As lesões provocadas pelos golpes resultaram na morte de Evaldo.
Bens foram levados após o homicídio
Ainda de acordo com o Ministério Público, após a morte do agricultor, o denunciado teria subtraído uma motocicleta, documentos e cartões bancários pertencentes à vítima.
Os cartões teriam sido utilizados posteriormente em quatro transações, entre a noite de 8 de julho e a manhã do dia seguinte. Conforme a denúncia, também foram realizados saques e compras em um estabelecimento comercial de Camaquã.
O MPRS sustenta que a motivação do crime teria sido financeira e que a violência empregada contra a vítima caracterizou o meio cruel.
Caso começou sendo investigado como latrocínio
Inicialmente, o caso era investigado pela Polícia Civil como latrocínio, crime que consiste em roubo seguido de morte. No entanto, segundo o MPRS, a conclusão do inquérito apontou para outro enquadramento.
📲 Participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp
A investigação teria indicado que a intenção de matar existia antes da subtração dos bens. Por isso, o Ministério Público entendeu que houve homicídio qualificado seguido de furto, e não latrocínio.
“O que se identificou foi que o denunciado tinha a intenção de matar a vítima e, somente depois de cometer o homicídio, aproveitou a situação para subtrair seus bens. Por isso, estamos diante de um homicídio e de um furto, praticados em sequência”, explicou o promotor Lucas Codeceira.
O promotor também destacou a violência empregada no crime e classificou o trabalho da Polícia Civil como minucioso na reconstrução da dinâmica dos fatos.
Com a apresentação da denúncia, o caso segue para análise da Justiça. A denúncia do Ministério Público representa a acusação formal e não significa, por si só, condenação do investigado.







