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Resumo Rápido: O nível da Lagoa dos Patos voltou a subir em diversos municípios da Região Sul e Costa Doce, impulsionado pela atuação contínua dos ventos do quadrante sul. A situação exige atenção redobrada em pontos vulneráveis de cidades como Rio Grande, Pelotas e São José do Norte, onde o escoamento das águas em direção ao Oceano Atlântico é represado, mantendo as equipes da Defesa Civil e pesquisadores em alerta permanente.
O nível da Lagoa dos Patos registrou aumento constante nos últimos dias, espalhando alerta por municípios de toda a Costa Doce e da Região Sul do Estado.
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Conforme apurado pela reportagem do Sul360, o fenômeno de elevação das águas afeta localidades como Tapes, Arambaré e São Lourenço do Sul, mas apresenta desdobramentos mais críticos nas cidades situadas mais ao sul da laguna, especialmente Pelotas, Rio Grande e São José do Norte.
A complicação nessas áreas ocorre devido à atuação do chamado “vento sul”.
Quando sopra de forma persistente a partir desse quadrante, o vento atua como uma verdadeira barreira natural, represando a água da laguna e impedindo seu fluxo normal em direção ao Oceano Atlântico, o que provoca o transbordamento das margens nos pontos mais rebaixados.
Análise técnica projeta nova elevação
Uma análise técnica realizada pela Defesa Civil em conjunto com o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos da Universidade Federal do Rio Grande (CIEX/FURG) projeta uma nova elevação no nível da Lagoa dos Patos.
Os dados apontam para uma alta que pode atingir até 35 centímetros acima da cota oficial de inundação.
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Segundo dados do CIEX/FURG, a previsão indica que a medição alcance a marca de 115 centímetros nos próximos dias, contando com uma margem de variação estimada em cerca de 8 centímetros para mais ou para menos.
Em São José do Norte, os impactos já começam a ser visíveis, com registro de acúmulo de água em vias públicas nas imediações da Hidroviária.
Passagem de ciclone e virada do vento
A instabilidade recente está diretamente associada às condições meteorológicas registradas na metade final da última semana.
Durante o final de semana, o nível da Lagoa dos Patos ultrapassou a cota de inundação estipulada em 80 centímetros, alcançando o pico de elevação na tarde do último domingo.
Na ocasião, o linígrafo instalado no Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMAR) chegou a marcar 100 centímetros — 20 centímetros acima do limite de alerta.
O comportamento do manancial confirma os modelos preditivos traçados pelos pesquisadores do CIEX/FURG. Inicialmente, a passagem de um ciclone entre quinta e sexta-feira gerou fortes ventos vindos do quadrante norte, o que favoreceu o escoamento rápido da massa de água no sentido do mar.
No entanto, com a mudança na trajetória das massas de ar e a entrada do vento sul, o cenário inverteu rapidamente, represando o volume hídrico e provocando os alagamentos nas áreas costeiras.
Monitoramento constante e orientações às comunidades
Diante do risco persistente de oscilação e novas cheias, equipes da Defesa Civil municipal intensificaram as patrulhas e vistorias nas zonas de maior vulnerabilidade.
Em Rio Grande, agentes inspecionaram bairros e vias situadas na orla, como as ruas Marechal Deodoro e Lagoa Azul, mantendo contato direto com as famílias para repassar orientações de prevenção e canais de socorro.
Conforme a avaliação do CIEX/FURG, a tendência é que a Lagoa dos Patos permaneça apresentando variações e oscilações no nível nos próximos dias enquanto persistir a força do vento sul.
As estruturas da Defesa Civil e dos bombeiros seguem atuando em regime de plantão permanente para atender eventuais chamados de emergência e prestar apoio às populações ribeirinhas.







