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O aparecimento de milhares de pequenos sapos nas proximidades do lago da Prainha e nas áreas verdes do entorno chamou a atenção de moradores e frequentadores do local em outubro.
Em nota informativa, a administração pública, por meio da equipe técnica da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Social (SMHDS), esclareceu que o fenômeno é natural e está relacionado ao ciclo reprodutivo dos anfíbios.
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Segundo o comunicado, a combinação de chuvas intensas e temperaturas mais elevadas criou condições favoráveis para que um grande número de girinos completasse a metamorfose em um período semelhante. Agora na fase juvenil, os animais estão deixando a água e se deslocando para áreas terrestres próximas ao lago.
A Prefeitura ressalta que o episódio não deve ser interpretado como uma praga, mas como um processo ecológico temporário.
Anfíbios têm papel no equilíbrio ambiental
De acordo com a nota, os anfíbios desempenham funções importantes nos ecossistemas, inclusive no controle de populações de insetos. A presença desses animais também pode fornecer informações sobre as condições ambientais, embora, isoladamente, não seja suficiente para comprovar que a água e o ecossistema estejam livres de contaminação.
Os pequenos sapos fazem parte da cadeia alimentar e podem servir de alimento para aves e outros predadores. A movimentação dos animais entre o lago e as áreas verdes integra o ciclo natural de desenvolvimento da espécie.
Prefeitura orienta população a proteger os animais
A administração municipal pede que pedestres, ciclistas e praticantes de atividades físicas redobrem a atenção ao circular pelas calçadas e ciclovias próximas ao lago. Por serem pequenos e ficarem camuflados no chão, os anfíbios podem ser pisados acidentalmente.
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Outra recomendação é não jogar sal, produtos químicos ou outras substâncias sobre os animais. Além de causar sofrimento e morte, a agressão à fauna silvestre pode configurar crime ambiental, conforme as circunstâncias.
Moradores das áreas próximas que encontrarem sapos dentro de suas propriedades devem evitar o contato direto e não machucar os animais. Se for necessário retirá-los de algum local, a orientação é utilizar ferramentas suaves, como uma vassoura macia e uma pazinha ou recipiente, para conduzi-los com cuidado de volta a uma área verde adequada.
Aos tutores de animais domésticos, a recomendação é manter os cães na guia durante os passeios, evitando que tentem morder ou brincar com os anfíbios.
Fenômeno deve diminuir nos próximos dias
Conforme a nota informativa, a tendência é que a maioria dos pequenos sapos se disperse naturalmente nos próximos dias, buscando locais com vegetação mais densa, arbustos e maior umidade.
Parte dos animais também poderá ser predada por espécies de aves presentes na região, contribuindo para o funcionamento da cadeia alimentar.
A administração municipal pede a colaboração da comunidade para preservar os anfíbios e evitar intervenções que prejudiquem a fauna local durante esse período de dispersão.







