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Safra de inverno avança no RS enquanto plantio do milho ganha ritmo

trigo

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As lavouras de inverno apresentam evolução no Rio Grande do Sul após períodos de chuva e nebulosidade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (3), metade das áreas de trigo está entre o final do desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento. Outros 33% estão em floração, 16% em formação e enchimento de grãos e 1% em maturação.

A área estimada de trigo para a safra 2026 é de 814,2 mil hectares, com produtividade média projetada em 2.701 quilos por hectare. A melhora na disponibilidade de sol permitiu a retomada da adubação nitrogenada e dos tratamentos fitossanitários. No entanto, a umidade registrada anteriormente favoreceu doenças como manchas foliares, ferrugem, oídio e giberela.

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Canola e demais culturas de inverno

A canola está predominantemente em fase reprodutiva, entre floração, formação e enchimento de síliquas. A área cultivada é estimada em 353,4 mil hectares, com produtividade média de 1.619 quilos por hectare. Em algumas regiões, a colheita já começou.

A carinata também avança na formação e enchimento de grãos, enquanto a aveia-branca começa a ser colhida nas áreas mais adiantadas. A cevada segue da fase vegetativa para os estágios reprodutivos, com área estimada em 20,3 mil hectares e produtividade média de 3.020 quilos por hectare.

Plantio do milho avança

Entre as culturas de verão, o milho apresentou forte avanço no plantio durante o período, beneficiado pela redução da umidade do solo, maior luminosidade e elevação das temperaturas.

A Emater estima uma área de 896,4 mil hectares para a cultura, 7,42% superior à safra anterior. A produtividade projetada é de 7.711 quilos por hectare, com produção estimada em 6,91 milhões de toneladas.

Frutas e pastagens

Na fruticultura, a colheita de bergamotas e laranjas segue em diferentes regiões. Produtores, porém, relatam dificuldades com os preços pagos pela indústria, especialmente pela laranja destinada à produção de suco.

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Nas pastagens, o retorno de dias mais ensolarados favorece a recuperação dos campos nativos. Já a produção de feno continua prejudicada pela dificuldade de contar com períodos prolongados de tempo seco, levando produtores a optar pelo pré-secado e pela silagem.

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