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Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos no Brasil em 2025, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (4). O grupo representava 1,9% do total de ocupados no país.
A pesquisa da Pnad Contínua considera trabalhadores com 14 anos ou mais que utilizam plataformas digitais para realizar serviços de transporte, entregas e outras atividades profissionais.
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Do total de 1,959 milhão de trabalhadores plataformizados, cerca de 1,2 milhão atuavam no transporte de passageiros, enquanto 376 mil trabalhavam com entregas de alimentos e produtos. Outros 313 mil prestavam serviços gerais ou profissionais por meio de plataformas.
Mais horas de trabalho e menor rendimento por hora
Os trabalhadores por aplicativos registraram, em média, uma jornada de 44,7 horas semanais em 2025. O número é superior às 39,3 horas registradas entre os demais ocupados do setor privado.
O rendimento médio mensal foi semelhante nos dois grupos: R$ 3.147 entre os plataformizados e R$ 3.148 entre os não plataformizados. Como trabalham mais horas, porém, os profissionais de aplicativos tiveram rendimento médio de R$ 16,20 por hora, 12% inferior aos R$ 18,40 dos demais trabalhadores.
Informalidade é maior
A informalidade também é mais elevada entre quem trabalha por aplicativos. Segundo o IBGE, 72,1% dos plataformizados estavam na informalidade em 2025, contra 42,7% dos demais ocupados do setor privado.
A cobertura previdenciária alcançava 34% dos trabalhadores por aplicativos, enquanto entre os não plataformizados o índice chegava a 63%.
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A maior parte dos trabalhadores de plataformas, 86,8%, declarou atuar por conta própria. O IBGE, no entanto, identificou sinais de dependência em relação às empresas responsáveis pelos aplicativos.
Entre motoristas e entregadores, mais de 78% afirmaram que o valor recebido por cada tarefa depende totalmente das plataformas.
Número de trabalhadores cresce
Considerando apenas quem tinha os aplicativos como principal ocupação, o número de trabalhadores passou de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão em 2024 e 1,8 milhão em 2025. O crescimento foi de 9,1% em um ano e de 36,8% em três anos.
O levantamento de 2025 também passou a incluir pessoas que utilizam os aplicativos como fonte de renda complementar, motivo pelo qual o total de 1,959 milhão não pode ser comparado diretamente com as pesquisas anteriores.
Entre os trabalhadores que tinham os aplicativos como principal atividade, 84,4% eram homens e 47% tinham entre 25 e 39 anos.
A pesquisa ocorre em meio ao debate sobre a chamada “uberização” do trabalho. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa questões relacionadas à existência ou não de vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas digitais.








