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O vice-prefeito de Camaquã, Luciano Pereira Dias, o Cabeça, deixou o PSDB e se filiou ao Progressistas (PP). A informação foi confirmada pela reportagem do Sul360.
A desfiliação do PSDB já era uma possibilidade. Durante entrevista recente, o próprio Luciano havia sinalizado que poderia deixar o partido.
Na ocasião, ele afirmou que a decisão é pessoal. Também destacou que qualquer movimento político não afetaria a gestão municipal.
A saída ocorre em meio a um cenário de especulações políticas nas últimas semanas. No entanto, o vice-prefeito já havia negado qualquer tipo de rompimento com o prefeito Abner Dillmann.
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Em entrevista concedida em março, Luciano confirmou que avaliava deixar o PSDB. Segundo ele, a decisão foi previamente conversada com o prefeito.
“A primeira pessoa que eu conversei sobre isso foi o Abner”, afirmou na ocasião.
Ele também reforçou que o foco principal segue sendo a gestão. A intenção, segundo o vice-prefeito, é evitar qualquer impacto administrativo.

O PSDB pode acabar?
Sim, o PSDB pode perder relevância ou até desaparecer do cenário político nacional nos próximos anos. Isso não acontece por decisão judicial, mas pelo desempenho eleitoral.
A partir das eleições de 2026, entra em vigor uma regra mais rígida da cláusula de barreira. Para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV, os partidos precisarão eleger pelo menos 13 deputados federais em nove estados ou atingir 2,5% dos votos válidos.
Quem não alcançar esse patamar continua existindo no papel. Mas, na prática, perde recursos, visibilidade e capacidade de competir. E isso costuma levar ao enfraquecimento gradual.
Esse cenário ajuda a explicar movimentos como a saída de lideranças, como o vice-prefeito de Camaquã, Luciano Cabeça, que pode ser acompanhada por outros nomes.
Hoje, siglas como PSDB, Novo e Avante estão na chamada zona de risco. Todas precisam ampliar sua presença nacional para não perder espaço em 2026.
Ou seja, o PSDB não deve “acabar” oficialmente. Mas pode se tornar cada vez menos relevante, dependendo do resultado das próximas eleições.
Relação com o governo segue inalterada
Apesar da saída do PSDB, Luciano garantiu que mantém uma relação próxima com o prefeito.
Ele chegou a classificar como “rumores” as informações sobre um possível racha no Executivo.
“Não existe nada disso, não existe racha nem nada parecido”, disse na entrevista.
A decisão, portanto, ocorre no campo partidário. Até o momento, não há indicativo de mudança na composição ou no funcionamento da gestão municipal.
A reportagem do Sul360 segue acompanhando os desdobramentos políticos no município.







