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O Brasil passou, pela primeira vez, a integrar o grupo de países com desenvolvimento humano considerado “muito alto”. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o país atingiu índice de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2024.
O levantamento faz parte da pesquisa Radar IDHM, que analisa indicadores relacionados à saúde, educação e renda ao longo dos últimos 13 anos. Em 2012, o índice brasileiro era de 0,744. Pela classificação do Pnud, índices acima de 0,800 são considerados de desenvolvimento humano muito alto.
O IDHM é uma medida que avalia o progresso em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: expectativa de vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida digno.
Rio Grande do Sul aparece entre os estados com melhor IDHM
No cenário nacional, o Rio Grande do Sul aparece na sexta colocação entre os estados brasileiros com melhor desempenho no índice, alcançando IDHM de 0,818.
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O ranking é liderado pelo Distrito Federal, com 0,866, seguido por São Paulo (0,838), Santa Catarina (0,833), Paraná (0,822) e Rio de Janeiro (0,819). Conforme o levantamento, essas posições pouco mudaram ao longo da série histórica iniciada em 2012, mantendo os mesmos estados entre os melhores colocados do país.
O desempenho gaúcho acompanha o avanço observado especialmente nas regiões Sul e Sudeste, consideradas as áreas com maiores índices de desenvolvimento humano no Brasil.
Educação impulsiona avanço do país
De acordo com o Pnud, o principal fator responsável pelo crescimento do IDHM brasileiro foi a educação. O indicador educacional passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.
A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou que políticas públicas como o Bolsa Família tiveram impacto direto na permanência de crianças e adolescentes nas escolas.
Segundo ela, os resultados aparecem principalmente entre famílias de baixa renda e na população negra, que apresentou melhora significativa nos indicadores educacionais ao longo da última década.
Saúde mantém melhor desempenho
Entre os três pilares do índice, a saúde continua sendo o indicador mais elevado do país. Em 2012, o subíndice já estava em 0,829 e chegou a 0,860 em 2024.
O Pnud atribui o resultado à consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) desde a Constituição de 1988. Apesar disso, a entidade alerta que os impactos da pandemia de covid-19 ainda afetam indicadores relacionados à expectativa de vida e mortalidade infantil.
Já o indicador de renda apresentou crescimento mais lento, passando de 0,732 para 0,760 no período analisado.
Regiões metropolitanas ajudam a elevar média nacional
Outro destaque do levantamento é o avanço das regiões metropolitanas do Nordeste, que passaram a registrar índices de desenvolvimento humano muito alto.
Entre elas estão Natal (0,822), Aracaju (0,809), Grande Teresina (0,809), Recife (0,806), São Luís (0,806), Salvador (0,803) e João Pessoa (0,803).
Segundo o Pnud, esses territórios, antes responsáveis por reduzir a média nacional, agora contribuem para elevar o índice brasileiro.







