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O governo federal poderá editar uma nova Medida Provisória (MP) para apoiar empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A possibilidade foi apresentada na última terça-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, um dia antes do prazo final para a decisão do governo norte-americano.
Segundo o ministro, a medida seria semelhante ao programa Brasil Soberano e dependerá dos impactos efetivos da taxação sobre os setores exportadores. “Não descarto, porque a gente precisa proteger as nossas empresas e os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela”, afirmou.
Além do apoio às empresas, o governo também avalia retomar os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países.
Enquanto isso, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas com Washington. Em reunião realizada nesta terça-feira com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, autoridades brasileiras voltaram a classificar como “injusta” a possível imposição de novas tarifas e afirmaram que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) não possuem fundamento técnico.
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As medidas em análise pelos Estados Unidos incluem uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros e outra de 12,5% relacionada a uma investigação sobre condições de trabalho. Caso ambas sejam implementadas, alguns produtos poderão ser sobretaxados em até 37,5%.
A decisão deve ser anunciada nesta quarta-feira (15). De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4,2 mil produtos brasileiros, que somam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações aos Estados Unidos, podem ser afetados caso as novas tarifas sejam confirmadas.







