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O leilão de concessão da Rota Portuária do Sul, que engloba a BR-116 e a BR-392 no Polo Rodoviário de Pelotas, deve ser adiado de 2026 para 2027. Com isso, a região de Pelotas e Camaquã seguirá sem pedágios.
A sinalização do adiamento ocorreu na tarde dessa quarta-feira, 20 de maio, durante audiência realizada em Brasília com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a comitiva de prefeitos da Associação dos Municípios da zona Sul (Azonasul).
A reunião foi liderada pelo presidente da Azonasul, André Selarayán Nicoletti, prefeito de Santa Vitória do Palmar e articulada pelo deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT/RS).
Durante o encontro, a comitiva apresentou oficialmente à ANTT a Carta Aberta aprovada pelos prefeitos da região durante reunião realizada em Arroio do Padre, no mês de abril.
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A carta contém as principais prioridades e preocupações dos municípios em relação ao novo modelo de concessão das rodovias federais da Zona Sul.
Conforme relato dos participantes, representantes da Agência elogiaram a qualidade técnica do documento encaminhado e afirmaram que as contribuições serão avaliadas e consideradas dentro das possibilidades legais e operacionais do processo de concessão.
Entre os principais pontos defendidos pelos municípios estão a revisão do modelo tarifário, a redução dos custos da concessão, a realocação dos pórticos de free flow previstos em áreas urbanas e polos industriais, a inclusão do trecho de Porto Alegre a Camaquã na concessão e a realização de novas audiências públicas presenciais na região.
Para o presidente André, o encontro representa um avanço importante no diálogo institucional entre os municípios da Zona Sul e o Governo Federal.
“A região mostrou que está mobilizada para garantir uma concessão mais justa, equilibrada e compatível com a realidade econômica da Metade Sul. A sinalização da ANTT também acenou que nossas preocupações estão sendo ouvidas”, destacou.







